Para a montagem de muros artificiais, normalmente fixados nas paredes
de sua casa, devem ser observados alguns detalhes de segurança imprescindíveis
tais como:
Em primeiro lugar, é fundamental observar de qual material é feita sua
parede (de blocos ôcos, tijolos, cimento, ou até mesmo de concreto).
Cada caso merece atenção especial nas fixações pois uma bucha plástica,
não oferece nenhuma segurança, quando aplicada em um bloco, principalmente
quando ele é ôco e não retém sustentação para esse tipo de bucha. Nesse
caso aconselhamos aplicar as buchas nas junções dos blocos, ou seja
aonde eles se interligam com cimento. Existem algumas buchas novas no
mercado chamadas FX8 , tem uma característica bem diferente nos
blocos, mas ainda não sabemos ao certo o quanto serão
eficientes ao longo do tempo.
Não recomendamos fixar as agarras em blocos ôcos
ou paredes diretamente mas no caso de economia damos as seguintes dicas
de problemas a contornar...
Normalmente usamos umas buchas metálicas especiais
que chaman-se “parabolts” . São pinos que tem um
poder expansivo muito forte, então não podemos fixá-las
nas partes ocas dos blocos, e sim nas junções entre eles,
o que nos dificulta para localizar essas junções, por
causa do acabamento da parede que as esconde, mas não impossível
de se fazer.
Fazer
um furo de 14mm de diâmetro para tais buchas de rosca interna
de 3/8", com uma grande profundidade, e usarmos parafusos niquelados
e longos para evitar a umidade da parede, caso contrário dificilmente
conseguirão tirar as agarras dos mesmos quando enferrujados.
Mas ainda assim é o meio mais econômico de se fazer uma
área de escalada. Neste caso suas custas estariam mais na compra
das agarras, parafusos , buchas , materiais de segurança e a
mão de obra de colocação. No concreto ou no caso
de um tijolo maciço, elas irão funcionar perfeitamente
lembrando que podem acontecer quebra de agarras por causa da uma irregularidade
da parede.
.
Outra
opção então para sua parede e esta a mais recomendada
será usar placas de compensado naval resistentes a água
colocadas a uma distância mínima de uma 8cm da parede,
presas a trilhos de caibros de boa madeira, ou mesmo presos a uma estrutura
metálica, e esta por sua vez chumbada a parede.
Neste caso
requer um projeto especialmente feito e muito bem elaborado na fixação,
principalmente nas ancoragens superiores, que devem suportar uma carga
mínima de 22KN para cada pista de escalada. “Mais ou menos
2.300Kg” para qualquer que seja a estrutura.
Na foto
abaixo uma estrutura metálica com 4,8m de largura X 8,8m de altura
chumbada a parede e forrada com compensados. Contendo duas pistas de
escalada sendo a da esquerda reta em 90 graus, e a da direita contém
uma área negativa o que melhora considerávelmente treinamentos
por dificuldade.

Estrutura de madeira.
Supondo
que sua parede seja de tijolos maciços ou concreto.
Compre vigas de uma madeira nobre, de 8cm x 6cm, fixe as vigas de forma
verticais na parede distando uma da outra 2,1m. Use parabolts metálicos
de 3/8".
Coloque-os na viga a uma distância de 30cm um do outro, assim você terá
uma viga bem presa na parede.
Colocando-se em pauta que além do peso dos madeirites, e das agarras,
também terá que suportar o peso de uma ou duas pessoas de mais ou menos
80 Kg cada uma.
Imagine então como se ficasse dois trilhos de pé, e neles colocamos
as placas de madeirites deitadas, uma em cima da outra, prendendo-as
nas vigas de peroba, também com parafusos alen ou sextavados.
Observações: Jamais você vai conseguir passar um parafuso desses
nessa madeira, sem um furo guia. Um bom marceneiro, vai ajustar o furo
certo para que o parafuso passe livre pela madeira mas sem folga.
Mas também é obvio que se deve fazer um furo bem maior só no começo
da viga para que acomode a cabeça do parafuso e da chave de aperto,
que geralmente será uma chave L de boca ou alen 5/16".
É tão igualmente importante comprar o parafuso sextavado na medida certa,
isto quer dizer que:
O comprimento do parafuso deve ser escolhido, tomando o cuidado de saber
que além dele atravessar toda a viga de 8cm, precisará de mais curso
para entrar na bucha até o final e fazer expandi-la.
Só assim você terá a garantia que , as vigas ficaram bem presas a parede.
A distância de 8cm das placas de madeirites ou compensados navais, até
a parede devem serem observadas, porque quando colocarmos uma agarra,
e atravessarmos ela com um parafuso, na realidade, não dá para prever
o quanto o parafuso deverá ter sobra atraz do madeirite, se ele encostar
na parede vai forçar toda a estrutura para fora, além de não prender
direito as agarras.
Os compensados devem obedecer a espessura mínima de 15 a 18mm, de por
causa da medida da porca agarra. O padrão internacional é
de 21mm.
Instalando
as porca-agarras
Como padrão universal, tomou-se por base as porca-agarras de 3/8”, com
parafusos alen.
Importantíssimo: Com alguns modelos diferentes de porca-agarras
no mercado, tente encontrar a broca certa, sem deixar que a mesma entre
com folga nos furos, quanto mais apertada ela conseguir entrar mais voce
estará garantindo que elas não expanem nos apertos das agarras.
Também é tão importante fazer o furo bem perpendicular a madeira, caso
contrário a porca-agarra vai entrar torta no furo, e a conseqüência é
que não se consegue rosca para os parafusos ao colocar as agarras. Veja
a sequência de fotos abaixo:
Fazendo uma grade losangular em lay
out nos madeirites.

Furando
os compensados com apoio vertical. Note apoio em baixo do compensado
para evitar que a broca atinja o chão

Coloque
a Porca-Agarra, na parte de tráz do furo e martele-a até encostar na
totalmente na madeira
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Do
outro lado do compensado instale a Agarra com parafuso alen 3/8"
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Aperte bem com uma chave alen 3/8" de preferência de Cromo Vanadium
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Assim o certo é que deve-se recorrer, dependendo de caso
a caso , a um engenheiro para avaliação do local, das fixações
e da forma da abordagem.
Isto tudo também é valido para estrutura metálica fixada na parede
ao invés de vigas de madeira.
Caso a parede seja colocada em área aberta, confluente as intempéries
do tempo, chuvas etc..., seria de grande valia uma cobertura para
conservação de todo o material.
Por fim um bom colchão com espuma de densidade 28 ou 30 e com
expessura de 40 a 60cm e com sobras a mais nas laterais da parede,
são fundamentais para a segurança em caso de queda e algum descuido
do monitor que faz a segurança.
Devem-se isolar todos os cantos agudos e ou cortantes do local
de treinamento.
É prudente uma pessoa escalar de cada vez, enquanto os outros
assistem e observem os movimentos do parceiro.
Cuidado ao se colocar agarras...
Caso uma agarra escape das mãos de uma pessoa de 4m de
altura, por ex temos agarras de 2Kg. Imagine-se acertar a cabeça
de algum observador. Isto é sério, pode até matar o desavisado.
Isolem a área enquanto estiver retirando ou colocando as agarras.
Use magnésio para as mãos e preferencialmente sapatilhas especiais
para os pés.
Retire as agarras periodicamente quando estiverem muito sujas,
deixe de molho em água e sabão, e enxágüe bem com uma escova.
Ancoragem
Superior
Deverá
se feita da seguinte forma:
Com chapeletas deverão terão que ser presas no topo da
parede de forma a aguentar 2.200Kg cada uma. Deverá ser feito
um furo de 10 mm. De diâmetro. Para a fixação, esse furo deverá
atravessar o madeirite. Juntamente com a barra metálica, a que
ele está preso. É Vital saber que a
estrutura em que as chapeletas estão presas resistam
a esse pêso, nesse caso em particular o acompanhamento
de um engenheiro é imprescindível. Não
podemos avaliar uma situação por nossa conta e
simplesmente achar que o que estamos fazendo será o suficiente.
Este erro grave , poderá fazer com que toda a estrutura
venha abaixo ferindo fatalmente quem está escalando e
também todos que estiverem observando.
Dê preferência aos parafusos e porcas especiais 8.8,
com ruelas reforçadas por detrás da barra.
Duas chapeletas devem ser colocadas numa distância de 30 cm.
uma da outra. Duas para cada pista de subida.
Em cada chapeleta será colocada uma “costura”.
A corda deverá passar pelos mosquetões das duas costuras, formando
um V.
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A foto ao lado, refere-se a um tipo de ancoragem superior mosquetões
e uma fita espressa. A torção em uma das fitas, evita, que no caso
de uma chapeleta se desprender, o sistema ainda estará preso a outra
chapeleta. A forma em V, determina a distribuição das cargas de peso
entre as duas chapeletas. Mais adiante vamos ver o mesmo sistema sendo
usado com um Grigri (equipamento auto- blocante que elimina a utilização
do nó UIAA, como vemos na figura ao lado. |
Outro tipo de Ancoragem Superior usada em
uma academia modelo
Na
foto abaixo um exemplo de excelente ancoragem ... note que o tubo
de ferro em ângulo com "6mm de espessura" tem a
forma certa fazendo com que a corda que passa por ele fique sempre
centralizada ao meio, evitando assim que encoste nas bordas e evite
seu desgaste.
Também
veja a bitola do perfil I que por sua vez poderá ser chumbado
na parede e também soldado na estrutura metálica da
mesma, garantindo duplamente a segurança para os escaladores.

Deve-se pedir a orientação de um engenheiro para constatar
se a estrutura da parede vai agüentar pelo menos umas duas toneladas
por ponto de ancoragem.
Se a parede tem duas pistas de escalada, esse cálculo deve ser aplicado
como se as duas pistas estivessem sendo usadas simultaneamente.
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