|
Tecnologia
Trabalhando com resina de poliéster em fabricação de agarras
Em meados de 1999, havendo despertado o interesse pela conquista de
fabricação de agarras novas no mercado, e não somente isso, mas com
tecnologia de “ponta”, desencadeamos uma busca sem descanso por desenvolver
um produto que se destacasse de todos os outros no mercado nacional
ou internacional.
Levanto tão a sério nossa proposta para deixar marco na história do alpinismo, começou-se então uma vasta busca de informações sobre vários tipos de resina, dezenas de minerais diferentes, gerando por sua vez centenas de combinações diferentes. Dessas combinações, levamos aos melhores escaladores da época, para avaliação das texturas, resistência mecânica, e aderência. Também fato que tivemos que aprender e se especializar na fabricação de moldes em silicone, algumas no nossas agarras são feitas com moldes e contra-moldes em gabarito, sem dúvida o primeiro aqui no Brasil a sair com peças ôcas e com paredes perfeitamente iguais. Para confecção das matrizes originais, muito foi levado em conta pela experiência de ter escalado no passado, assim pudemos fazer as peças prevendo cuidadosamente que não afetariam tendões dos dedos e mãos, peças especialmente para mão esquerda e direita e peças com design extritamente para serem usadas por profissionais prevendo movimentos altamente técnicos em campeonatos. O Trabalho começa com o nivelamento de todas as mesas que vão ser usadas na oficina e por conseqüência uma revisão nos moldes para evitar defeitos nas peças.
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Detalhes sôbre a confecção das agarras. Usamos resina de poliéster com carga mineral em proporções pré estabelecidas, mediante um longo período de testes. No inicio foram feitas centenas de combinações das mesmas, entre elas quartzo, dolomita, areia lavada , caucita, das mais diversas granas. Dentre essas inúmeras combinações também produzimos dezenas de moldes de teste com texturas variadas , além de levar em conta as porcentagens certas do catalisador e em determinadas temperaturas. Assim após exatamente 6 meses, estavamos conseguindo uma textura ao gosto dos escaladores, também com fator importantíssimo conseguimos tirar a gordura da resina deixando as peças bem sêcas, ao passo que muitas no inicio ficavam parecendo mais a plástico.Não nos satisfazendo apenas com a qualidade conseguida nas peças , partimos para testes de dureza, e depois com acabamento manual em cada uma com revisão constante nos produtos antes da venda. Para conseguir côres bem definidas ,outros testes pelos pigmentos certos. Os desenhos coloridos nas peças foi de árduo esforço, pois as agarras não são pintadas e sim segredos nas misturas revelaram a combinação das côres. Nossas primeiras peças foram trabalhadas em moldes ôcos, feitos em gabarito. Não há duvidas também que fomos fundo na confecção de moldes bi e tripartidos. Por fim não temos nem registro do quanto procuramos por materiais mais baratos mantendo a mesma qualidade, pois seria peça fundamental para obtermos bom preço no mercado competitivo. Não paramos por aqui, há jogos novos ainda para serem lançados, que temos certeza farão a diferença.
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||